NATURE -- 7 Piores Dias da Terra

7 Piores Dias da Terra

Informação retirada do programa "7 Piores Dias da Terra" do canal História e fotografias do Google Imagens.
Alguma dúvida contactem-me através do email vanysampayoandyou@hotmail.com ou nos comentários. 


Desde o início dos seus tempos a Terra tem sofrido imenso. A sua evolução foi, desde quando foi formada após o Big Bang até à que reconhecemos hoje, difícil com extinções em massa, impacto de meteoritos, entre outros. Neste post vou-vos falar sobre as 7 piores dias que a Terra viveu e explicar resumidamente o que aconteceu e como influenciou a Terra a ser o que é hoje.
Podemos pensar que temos dias horríveis, presos no trânsito, um dia de trabalho cansativo, tempestades, mas nada se compara, nem de perto, aos Piores Dias da Terra.

7º O Impacto de Theia (The Theia Impact)

A vida ainda nem tinha tido oportunidade de despontar quando um intruso ameaçou colidir connosco. A jovem Terra era bombardeada com meteoritos. Depois de ter sido formada e ainda se encontrava muito instável, um planeta, Theia, entrou em rota de colisão e sucedeu-se uma enorme colisão de mundos.
Imaginem um corpo com 10% da massa da Terra colidir com esta. O que quer que existisse nesta jovem Terra foi aniquilado e alterado por este evento. O material que foi projetado para o espaço criou um sistema de anéis (como se verifica em Saturno) que mais tarde, parte deu origem à Lua e o resto despenhou-se na Terra. Embora o “dia” tenha sido catastrófico deu origem a uma parte muito importante na evolução da vida, a Lua estabilizou o eixo de rotação da Terra. O contrário seria mau para a estabilização do clima. Sem este haveria vida na Terra?

O Último Grande Bombardeamento (The Late Heavy Bombardment)


Quando tudo parecia que estava a acalmar com os acontecimentos descritos acima, a Terra viu-se no meio do fogo cruzado. 150 milhões de anos depois, e crê-se que já existiam oceanos, a crosta estava novamente sólida e talvez já existisse as primeiras formas de vida, algo de terrível levou tudo de volta à estaca zero. Os planetas mais afastados do Sol viram as suas órbitas oscilar e libertaram milhões de asteróides da Cintura de Kuiper que embateram nos planetas. A Lua tem múltiplas crateras que o confirmam. Mas o lado positivo disto é que este bombardeamento trouxe metais preciosos como prata, platina e ouro.

5º Terra, Bola de Neve (Snowball Earth)


Depois de enfrentar infernos, avançamos no tempo e a Terra enfrentou o pior frio de sempre. Gelo cobriu a Terra e ameaçou acabar com a vida entretanto formada. O Equador ficou tão frio como o Pólo Sul é hoje. Isto pode ter acontecido duas vezes. Este ambiente é extremamente frio, ventoso e seco, sendo impossível para a vida prosperar. O primeiro há 2,4 mil milhões de anos. Cientistas crêem que a culpada foi a vida, pois no início dela o gás mais abundante era o metano, que aquecia a atmosfera. Os primeiros organismos começaram a realizar fotossíntese e libertar um gás, o oxigénio, que oxidou o metano e o transformou em dióxido de carbono. Alguma vida morreu num acontecimento denominado a Grande Catástrofe do Oxigénio. E como perdeu o metano que aquecia a atmosfera, o planeta gelou. Mas como havia vulcanismo profundo, o calor que este formava abaixo da superfície criou fendas onde a vida poderá ter sobrevivido. E consequentemente obrigou o gelo a recuar. O mais importante para a nossa existência foi o segundo há 600 milhões de anos mas ambos foram seguidos pelo florescimento de novas espécies. A vida sobreviveu e voltou mais forte do que nunca.

4º A Extinção Ordovícica (The Ordovician Extinction)



100 milhões de anos depois desenvolveu-se o maior mistério de todas as extinções. 99% de todas as espécies que já habitaram o planeta Terra, já desapareceram devido a cinco gigantes extinções em massa. A primeira foi esta há 450 milhões de anos e é também a mais misteriosa. Nesta época o planeta tinha três grandes oceanos e quatro continentes. Os primeiros pulsavam de vida e neles viviam corais e os primeiros peixes. Depois um cataclismo varreu estes oceanos e 60% da vida desapareceu. Existem duas explicações. A primeira é o planeta voltou a arrefecer, numa Idade do Gelo. Mas alguns cientistas aceitam aquela que fala de uma explosão de raios gama vinda dos cosmos, o que resultou na destruição de 1/3 da camada de ozono. Com isto a radiação conseguia entrar e, visto que é muito letal, ter aniquilado a vida. Também pode ter destruído o oxigénio e o nitrogénio, o que terá criado uma nuvem de dióxido de nitrogénio que bloqueou a luz e levou o planeta a uma Idade do Gelo. Mas outra hipótese é um choque em arco que se forma quando há compressão de material diante de um objeto que se encontra em movimento. A nossa galáxia move-se rapidamente pelo espaço e pode comprimir gases intergaláticos à sua frente, (como se empurra-se) aquece-os e cria raios cósmicos que podem eventualmente atingir a Terra. O nosso sistema solar oscila para cima e para baixo na nossa galáxia a cada 64 milhões de anos e é exposta a estes raios.

3º A Extinção K-T (The KT Extinction)

É a mais discutida e famosa extinção em massa, aquela que aniquilou os dinossauros e permitiu que nós nos formássemos. Mas a ideia de um impacto de um meteorito tem vindo a ser abalada por novas ideias. Há 65 milhões de anos, quando os dinossauros comandavam o mundo, algo aconteceu que dizimou 2/3 de todas as criaturas vivas incluindo estes. A teoria mais aceite em geral é o impacto de um asteróide do tamanho do
Monte Evereste na Península de Iucatão. Este desencadeou uma destruição imparável por todo o globo. O que levou à extinção foi os efeitos secundários deste como uma atmosfera mais escura e chuvas ácidas. Outros dizem que as constantes erupções vulcânicas que decorriam há milhões de anos antes do impacto pode ter sido um fator agravante de tudo. Segundo outros a Terra há 65 milhões de anos foi atingida não por um mas por vários asteróides e que o que atingiu Iucatão não foi o pior. Mas se tudo isto não tivesse acontecido os mamíferos não se desenvolveriam e nós não existiríamos.

2º Extinção Pérmica (The Great Dying)


Esta foi a mãe de todas as extinções em massa e aconteceu há 250 milhões de anos. Só existiam répteis e animais marinhos, mas depois 90% da vida desapareceu. O principal sujeito foi um super vulcão que abriu uma fenda enorme na Sibéria. Esteve em erupção durante pelo menos um milhão de anos. Eram fendas que projectavam lava por todo o lado, como uma mangueira, que matariam tudo no seu caminho. Isto provocou um aumento drástico da temperatura global e revelou-se catastrófico para quase toda a vida. Mas se as plantas vivem num ambiente de dióxido de carbono, então porque sucumbiram? Outro suspeito em investigação é a presença de enormes quantidades do gás sulfureto de hidrogénio que combinado com o calor proporcionou a maior extinção de todas.

1º O Apocalipse Solar (The Solar Apocalypse)

É tão certo quanto a morte que este irá acontecer. Dentro de 5 mil milhões de anos o nosso Sol chegará ao fim da sua vida. Quando o seu combustível nuclear acabar irá desenrolar-se um acontecimento catastrófico. Irá tornar-se numa gigante estrela vermelha, 200 vezes maior que o seu tamanho original, e engolirá um a um
os planetas até chegar a vez da Terra. 
Mas existem boas e más notícias. A boa é que os humanos não estarão lá, a má é que não estarão porque foram incinerados muito antes. A cada um dos cinco biliões de anos o sol aumenta a sua intensidade em 10%. Na primeira vez todo o dióxido de carbono na atmosfera desaparecerá e as plantas e todos os organismos que precisam dele não vão conseguir sobreviver. Os oceanos irão evaporar e tudo combinado trará seca e destruição ao planeta. Daqui a 500 milhões de anos todos os animais serão extintos. Mas até lá muitas mais catástrofes se desenrolarão.
Faz-te pensar, hã?

Vany Sampayo

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